19 de Junho de 2013
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Por quê a brita está sumindo dos autódromos

Por - Juliano "Kowalski" Barata - 29 jan, 2011 - 16:04

39 Comentários





Grama e brita são duas coisas que estão entrando em extinção nos autódromos – principalmente naqueles que a Fórmula 1 compete. A grama é fácil de entender: apesar de bonita, ela é um verdadeiro sabão, induzindo a rodadas e impedindo que os carros percam mais velocidade antes de um impacto. Por outro lado, sua ausência nivela os pilotos por baixo – é fácil arriscar em uma curva quando a área de escape é asfaltada.

Já a brita é uma faca de dois gumes, podendo desacelerar o carro… ou piorar as coisas de vez. É o que vocês verão aqui.

Na teoria, a caixa de brita reduz a velocidade do bólido por uma espécie de atolamento. As rodas afundam nos pedriscos, e o atrito excessivo – do assoalho inclusive – freia o carro com um potencial maior do que se ele estivesse rodando sobre o asfalto. Para as equipes, o prejuízo é grande: o assoalho de titânio de um Fórmula é danificado, radiadores, suspensão, pneus, muitas coisas podem sofrer danos irreparáveis com os saltos e esfregões nas pedrinhas. Fora o trabalho de limpeza.



Mas na prática, as caixas de brita guardam um perigo potencial. Dependendo do ângulo e velocidade de penetração na barreira, o carro pode decolar ou capotar, multiplicando os estragos em relação a uma área de escape asfaltada. Lewis Hamilton experimentou o gosto amargo desta possibilidade na qualficação para o GP da Europa de 2007 (Nurburgring), quando a suspensão dianteira direita de seu McLaren quebrou. Seguindo reto no “S” do Schumacher – curva mais veloz do autódromo -, o monoposto decolou duas vezes sobre a caixa de brita, praticamente não perdendo velocidade antes da violenta batida.

Já neste acidente de 2004, apesar de praticamente desconhecido, é bastante típico em curvas de alta cuja área de escape é formada por caixas de brita. O húngaro Barna Paar perdeu o controle de seu F-Renault após o estouro de um pneu traseiro. A brita agiu como uma plataforma da lançamento lateral, induzindo o carro a uma série de capotagens tão longa que, por muito pouco, o carro não passa por sobre o guard-rail.

É por estas e outras que vemos áreas de escape asfaltadas em algumas curvas críticas, principalmente nos autódromos que a Fórmula 1 utiliza. Laranjinha e Curva do Lago em Interlagos, 130R em Suzuka, Eau Rouge e Blanchimont em Spa… a lista é grande, e tende a aumentar.


39 respostas para “Por quê a brita está sumindo dos autódromos”

  1. Lucio disse:

    No caso de um acidente como o da mola acertando o massa não é melhor brita?

  2. PumaGTO disse:

    vale lembrar que a caixa de brita também serve para prender CEOs de certas scuderias: http://www.youtube.com/watch?v=J4gSRCW7-RM&fe

  3. AF1979 disse:

    Fica-me a impressão de que veículos com fundo liso (como os fórmulas) são mais propensos a deslizar sobre a caixa de brita, enquanto os turismos, por serem derivados de veículos de série (cujos fundos obviamente nem de longe serão tão lisos), tendem a ficar parados quando atingem tal área.

  4. valmir disse:

    Tem outra vantagem: pelos compostos de cerâmica nos freios, a área de escape asfaltada é mais eficiente que a brita.

    Abraço a todos!

  5. Crazy_finnish disse:

    A área de escape deveria ser de velcro!

    E que dó do Mustang, da 1ª foto!! Mas creio que a brita é + segura!

  6. ///AC disse:

    acho q deveria ter uma faixa de uns 2 metros de grama ao redor da pista toda…se pisar fora roda msm
    e depois da grama asfalto, por segurança e para deixar o carro voltar pra pista

  7. pedraoctba disse:

    O ideal seria que nessas areas de escape pavimentadas, colocassem alguma coisa que se o piloto ir ali, lhe prejudicasse em algo, como um chip que diminuisse em 5% a potencia do carro naquela volta. Enfim, uma ideia para evitar essas imagens dos pilotos não temerem as curvas.

  8. P1V0 disse:

    Pelo jeito, a "dupla dinâmica" das beiras de pistas vai sumir mesmo de circulação. A Fórmula 1 já bate nesse ponto há bastante tempo; La Sarthe, a casa das 24 horas de Le Mans, já mudou algumas áreas também, substituindo até a brita e o "asfalto vermelho" da curva de entrada da Mulsanne. Creio que essa mudança afete somente os circuitos que recebam alguma alta categoria, mas com certeza será o bastante para mudar a cara do automobilismo no futuro.
    Mas, como já falaram ai em cima, é necessário algo que limite a pista e mantenha o nível de desafio que a pista tem. Creio que uma faixa de grama antes da área de escape asfaltada, como até já indicaram, seria o suficiente para possibilitar erros, evitar acidentes piores, sem tirar a dificuldade da pista. Já no caso da brita, não vejo melhor salvação do que as curvas de baixa velocidade. :/

  9. Paulo_Mopar disse:

    Onde vcs conseguem imagens tão lindas como essas?
    Tudo bem acabou com o Mustang,mais a foto ficou linda

  10. DVC disse:

    É por estas e outras que a Fórmula 1 tá cada vez mais chata. Rodou? Caiu na brita? Corra o risco de ficar preso, decolar, etc. Muito #mimimi pro meu gosto. Daqui a pouco enrolam os pilotos em plástico bolha.

    • @Regis_Campos disse:

      Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Se houvesse esse nível de segurança de hoje em 94 ainda teríamos nosso herói.

    • Rerolde Lins disse:

      Certamente a questão não é tão simples quanto parece…
      tambem concordo em grama e brita, pra desafiar os pilotos… mas como mostrado nos vídeos, dois perigoso acidentes ocorreram por falha de alguma peça do carro, e isso é imprevisível.
      Parafraseando Senna… o imprevisto é o mais perigoso…

      • DVC disse:

        Sim, concordo contigo. Mas os riscos são inerentes à vida de piloto.
        Os circuitos ficaram, em sua maioria, muito chatos com as mudanças de regulamentos de segurança.
        O que quero dizer é o seguinte: um dia alguém se acidenta no túnel de Mônaco, morre, e decidem tirar a F1 de lá. Entende?
        Como disse o Regis_Campos, nem tão ao mar, nem tanto à terra.
        O dia em que a F1 for completamente segura, ela vai ficar tão estéril, que morrerá.

  11. Kowalski, esqueceu do acidente do Greg Moore. Ele bateu no guard rail no pior angulo possivel, graças à um morrinho artilheiro que serviu de rampa de lançamento pro seu formula, com o resultado triste que conhecemos.

  12. @Regis_Campos disse:

    Me corrijam se estiver errado mas, na F1 foi Interlagos o primeiro a começar a dar prejuízo para o dono da pedreiras não?

  13. vini_c_a disse:

    Ao ver o Mustang da foto sendo apedrejado pelas britas meu coração até parou de bater! Que dó.

  14. Cleberson disse:

    E que tal asfalto com aquele grude de Drag? Acho que é MHL, MHT o nome, não lembro uhsduhdsauadhsu

  15. alan_ichitani disse:

    Se não me engano, o schumacher ou outro piloto tambem comentou sobre o perigo de um monoposto capotar sobre a brita, até porque se o carro "afundar" na brita, a cabeça do piloto ja era!

  16. alan_ichitani disse:

    Agora que eu vi os vídeos, tambem tem como imaginar o problema de se andar com monopostos em pista com brita, eles são muito leves, então a impressão que eu tive é que em 90% dos acidentes em que eles chegam a brita, o efeito do piso do carro com a brita é mais ou menos igual aquele da pedrinha na agua, ele vai quicando, quicando até perder a força ou encontrar algum obstaculo.

  17. Jose disse:

    tinha que ser areia movediça

    o carro iria atolar em questão de segundos

  18. spampolha disse:

    poderia ser de um material altamente aderente, tipo um asfalto lixa, que segure os pneus na frenagem, ou mesmo um liquido pegajoso, com o usado nas arrancadas.

  19. Idalia disse:

    Yo, good lokoin out! Gonna make it work now.

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  21. Piloto Maclaren disse:

    Na minha opinião tinha que ser um grande poço de merda.

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